Frases que dizem muito...

"A forma não é física. A forma é muito mais do que isso. O físico é o menos importante na abrangência da forma desportiva. Sem organização e talento na exploração de um modelo de jogo, as deficiências são explícitas, mas pouco têm a ver com a forma física." (José Mourinho)

domingo, 26 de abril de 2009

DIÁRIO DE TREINADOR: Resumo das últimas semanas...

Não tenho escrito para a categoria diário de treinador, então vou fazer um “breve” resumo do que tem acontecido.

Em relação à segunda fase do campeonato de Escolas A acabámos a jogar muito bem mas infelizmente os resultados não corresponderam, é incrível como esta fase correu, mas como disse um dos pais dos miúdos temos de estar satisfeitos porque ninguém foi melhor que nós. No último jogo desta fase defrontámos um clube que se tem portado de forma muito incorrecta connosco o que mais uma vez aconteceu neste jogo. Nós continuaremos calmos, de consciência tranquila e acreditar no nosso trabalho tal como eles também acreditam no nosso e pouco no deles…

A equipa B acabou também muito bem esta fase tendo aliando as exibições aos resultados, tenho pena de não ter acompanhado esta equipa nesta segunda fase e infelizmente o sorteio da terceira fase não foi o melhor e vai continuar a ser complicado estar presente nos dois jogos

Na paragem do campeonato estivemos presentes em torneios de Páscoa diferentes para as duas equipas. Os escolas A precisavam de algo deste género para recuperar os níveis de confiança e foi o que aconteceu. Portaram-se muito bem os miúdos que estiveram presentes e saímos mais confiantes nas nossas capacidades, também foi importante para alguns atletas individualmente para voltarem a acreditar que são capazes e ajudar a equipa da melhor forma. Foi importante mostrar aos miúdos que aquela competição é totalmente diferente da nova fase de campeonato, desse modo desejamos que os níveis de concentração estejam no máximo no regresso aos treinos.

Os escolas B tinham muitos atletas indisponíveis devido às férias mas tiveram uma excelente prestação, mantendo a qualidade que têm demonstrado ao longo desta época. Também aqui alguns miúdos perceberam que têm qualidade e que são todos importantes nesta equipa.

Aproveitando também a paragem contactamos alguns clubes para saber da possibilidade de alguns atletas treinarem integrados na nossa equipa. Uns aceitaram outros não e respeitámos a decisão. Talvez sirva de exemplo para outros clubes.

A terceira fase já começou e da melhor forma para as nossas equipas.

Na primeira jornada dos Escolas A conseguimos uma vitória clara num campo complicado. Começámos a perder neste jogo apesar de termos dominado desde o inicio. Rapidamente conseguimos o empate e assim chegámos ao fim da primeira parte. No intervalo corrigimos uns pequenos aspectos e partimos para uma segunda parte forte e para uma vitória clara.

Os escolas B defrontaram uma equipa que nos tinha ganho na primeira fase. Os miúdos quiseram mostrar que conseguiam vencer e lutaram muito cumprindo sempre os princípios da nossa forma de jogar. Foi complicado mas conseguiram o objectivo e vencemos por 2-1.

Este fim-de-semana realizou-se a segunda jornada desta terceira fase, desta vez os jogos eram com o mesmo clube. Os escolas A em nossa casa e os escolas B na casa do adversário. A equipa A teve um jogo interessante, o adversário apresentou um sistema de jogo que os nossos miúdos não estavam acostumados a defrontar o que criou alguns problemas. Mais uma vez começámos a perder e mais uma vez fomos para o intervalo empatados a 1golo. No intervalo foi necessário explicar rapidamente como teríamos de adaptar a nossa organização defensiva e ofensiva. A segunda parte correu muito melhor, os miúdos entenderam o que lhes foi pedido para alterar e assim conseguimos mais uma vitória.

A equipa B curiosamente conseguiu o mesmo resultado e com as mesmas dificuldades com o sistema táctico adversário.

O sucesso obtido por estes miúdos nestes jogos mostra que estamos perante jogadores inteligentes que percebem perfeitamente o jogo. Espero que esta fase continue a apresentar as dificuldades que este miúdos precisam para continuar a evoluir.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

DIÁRIO DE OBSERVADOR: Treinadores de qualidade

Quando falamos em futebol de formação, rapidamente nos vem à cabeça jovens jogadores de futebol que têm vontade de singrar no futebol profissional. Mas há outros “jovens” com objectivos semelhantes, os jovens treinadores.

Quem me conhece sabe que observo muitos jogos de futebol e um dos aspectos que analiso sempre são os treinadores. A sua postura durante o jogo, a qualidade dos seus feedbacks, a sua leitura do jogo quando altera alguma coisa na sua equipa, a forma pedagógica como lida com os jovens com quem trabalha, o futebol praticado pela sua equipa…

Há inúmeros treinadores com qualidade num destes pontos e noutros que não referi. Mas tenho encontrado técnicos que são fortes em todos estes pontos demonstrando assim que há muita qualidade no nosso futebol de formação.

É uma pena que muitos destes treinadores não consigam trabalhar em clubes que os valorizem e façam evoluir, há ainda clubes que nem se apercebem da qualidade dos recursos humanos que têm e acabam por perder essas pessoas estupidamente.

Tal como há prospecção de jovens futebolistas também alguns clubes deviam ter atenção aos jovens treinadores que andam por esses campos e que com toda a certeza irão enriquecer os seus quadros.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

DIÁRIO DE OBSERVADOR: Futebol jovem em Portugal

Esta semana estive presente num torneio muito importante a nível nacional para o escalão de iniciados (sub-15) que envolveu 36 equipas e perto de 600 atletas.

Este torneio está dividido em duas fases. A primeira em 4 grupos de 8 equipas que se vão eliminando até ser encontrado o vencedor de cada grupo. A segunda fase tem quatro equipas escolhidas pelo organizador do torneio que defrontam já nos quartos-de-final os vencedores da primeira fase.

Dessas quatro equipas “convidadas” para a última fase, duas delas foram eliminadas logo ao primeiro jogo por equipas que estavam a realizar o seu quarto jogo e que tinham vencido os seus grupos da primeira fase. Em seguida realizou-se as meias-finais do torneio, aí já se verificou a presença de algumas pessoas que dizem que apoiam o futebol de formação.

A minha pergunta é, o futebol de formação só é importante quando envolve os clubes com nome e com mais adeptos? Isso é apoiar o futebol de formação? E se essas equipas tivessem sido todas eliminadas no primeiro jogo? Voltavam para casa sem falarem do torneio?

Isto é o reflexo do que passa no nosso país ao nível do futebol jovem, apenas se olha para alguns clubes, seja as organizações dos torneios que os convidam apenas para a última fase, seja estes “apoiantes” do futebol de formação que só falam e dão destaque a alguns, seja ainda as selecções nacionais que nem para os treinos de triagem convocam alguns miúdos com muita qualidade porque têm o “azar” de estar num clube menos importante… Eu por exemplo vi neste torneio muitos miúdos de qualidade e vi ainda equipas muito bem orientadas pelos seus treinadores.

sábado, 4 de abril de 2009

Alterações...

Pois é, este espaço está diferente. Dei-lhe uma visão mais pessoal de forma a ir ao encontro do objectivo inicial, contar as minhas experiências e deixar algumas reflexões.

Este espaço tem tido uma grande importância na minha evolução, faz-me pensar em diversos temas, para além disso já me proporcionou conhecer algumas pessoas que partilham deste gosto pelo futebol de formação por isso prometo que vou tentar dedicar mais tempo a este espaço.
Por último referir que a minha iniciativa de criar uma base de dados de pessoas ligadas ao futebol jovem nas mais diversas actividades não teve a adesão esperada. A todos os que me contactaram o meu muito obrigado e se de alguma forma eu puder ajudar podem contar comigo.


Um abraço

sexta-feira, 20 de março de 2009

DIÁRIO DE TREINADOR: Dois jogos completamente diferentes

Esta semana ainda me atrasei mais a vir a este espaço falar dos jogos das equipas. Tínhamos um duplo confronto com o mesmo clube, a equipa A jogava em casa enquanto a equipa B deslocava-se ao terreno adversário.

Tinha sido uma semana de treino excelente onde preparámos muito bem os jogos que iríamos disputar e dessa forma estávamos preparados para as grandes dificuldades que íamos ter.

O jogo da equipa A teve mais uma dificuldade, o calor que se fez sentir, mas como disse aos miúdos era igual para as duas equipas. Pedi aos jogadores velocidade a trocar a bola entre todos, tinha de ser a bola a correr, pois se fossem os jogadores a conduzirem a bola depressa ficavam esgotados.

Infelizmente foi daqueles jogos em que nada do que se conversou e do que trabalhámos durante a semana foi visível no jogo. A primeira parte acabou com o resultado de 0-0 mas a exibição não estava a ser a melhor.

Ao intervalo foram reforçados os aspectos ditos antes de iniciar o jogo, tínhamos de corrigir rapidamente esses aspectos ou não iríamos conseguir um resultado positivo.

A segunda parte começou da pior maneira, aos 2 e aos 3 minutos a equipa adversária conseguiu marcar golo e dessa forma toda a nossa estratégia teve de ser alterado com este resultado de 2-0. Fomos para cima da equipa adversária, notei que os miúdos tinham vontade de conseguir alterar o jogo. Há um ditado que diz que a pressa é inimiga da perfeição, assim foi. Apesar de termos conseguido reduzir para 2-1 foi claramente das nossas piores exibições, esta equipa que nos últimos jogos tinha vindo a fazer jogos muito bons não consegui perceber as características particulares deste jogo, nada do que se trabalhou foi aplicado no jogo e isso, como treinador, nunca é positivo.

Foi dos jogos que mais me custou, não pelo resultado, mas sim pela forma como jogámos e porque os miúdos não aplicarem em campo tudo o que se falou durante a semana e na palestra para este jogo.

A equipa B fez precisamente o oposto, tudo o que se trabalhou foi posto em prática, dessa forma voltámos a fazer um jogo muito bom com os nosso miúdos a mostrarem um atitude e personalidade fantástica.

O resultado assim só poderia ser uma vitória, num campo que apresenta sempre muitas dificuldades a todos os adversários, conseguimos uma vitória clara por 6-0.

De salientar que esta equipa voltou a ficar dois jogos sem sofrer golos repetindo aquele inicio de campeonato fantástico onde estivemos 8 jogos sem consentir qualquer golo. Para a semana temos o jogo mais difícil do campeonato contra uma equipa que provavelmente irá vencer o campeonato.

quarta-feira, 11 de março de 2009

CRÓNICA SEMANAL: A importância dos pais no futebol jovem

Já há algum tempo que não faço um texto sobre outras especificidades do futebol de formação que não seja os jogos das minhas equipas ou os jogos que observo. Hoje vou falar de outro tema. A relação entre clube e pais.

Alguns pensaram que é um assunto que não está muito relacionado com o futebol, eu considero um assunto que tem cada vez mais importância. Não nos podemos esquecer que o futebol jovem em Portugal mudou. Neste momento são os pais que decidem onde os seus filhos jogam, até aos 14 anos os miúdos podem andar livremente de clube em clube. Assim, os pais ganharam um papel muito importante nas “transferências”. Se me colocar no papel de um pai que, com toda a certeza, quer sempre o melhor para o seu filho na hora de escolher um clube para colocar o meu filho vou ponderar as vantagens e desvantagens que os vários clubes apresentam.

Vou dar um exemplo, imaginem que têm um filho a jogar no clube A e a pouca distância temos o clube B que em termos de qualidade da equipa é muito semelhante. Esse clube B mostra interesse em contar com o meu filho na próxima época. Se a relação que tenho com a direcção do clube A não é e melhor, se não existe diálogo entre mim e essa mesma direcção e treinador, se no clube B os miúdos participam em mais actividades como por exemplo torneios em vários locais do país e estrangeiro, começo a ponderar mudar de clube. Depois temos ainda que no clube B as condições de treino são melhores, o mais natural é eu colocar o meu filho nesse clube enfraquecendo cada vez mais o clube A e aumentando a força do clube B.
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Desta forma ganha cada vez mais importância caminharmos lado a lado com os pais dos nossos atletas, saber a opinião deles, perguntar que aspectos deveram ser melhorados para tornar a prática desportiva dos seus filhos mais agradável

DIÁRIO DE TREINADOR: Resultados injustos...

Esta semana a nossa equipa A jogava fora, num campo muito complicado não só por ser pelado mas também porque normalmente têm um ambiente difícil que pode alterar a concentração dos miúdos.

A equipa que defrontávamos, tal como todas as que estão nesta segunda fase, tinha muita qualidade e que com toda a certeza nos apresentaria muitas dificuldades. Mais uma vez treinámos bem e a confiança nos miúdos era total.

Começámos o jogo por cima apesar de ser um jogo equilibrado, na primeira parte apenas houve ocasiões de golo através de remates de longe, neste tipo de campos é complicado progredir com a bola e esta é uma arma muito utilizada. A nossa equipa ainda acertou um desses remates na trave da baliza. A primeira parte apesar do equilíbrio teve algum ascendente da nossa equipa e poderíamos ter ido para o intervalo com um resultado daquele que se registava 0-0.

Ao intervalo disse aos atletas que acreditava neles, que estávamos melhor e que não era possível que fossemos repetir o jogo da jornada anterior e que por isso iríamos marcar e vencer o jogo.

Infelizmente logo aos 3 minutos da segunda parte num lance confuso na nossa área a equipa adversária marcou ficando em vantagem. Com a atitude que caracteriza estes miúdos fomos à procura de outro resultado e lutamos muito, a 6 minutos do final do jogo conseguimos o justo e muito procurado empate.

Esta segunda fase não esta a ser de muita sorte para a nossa equipa, no minuto seguinte a conseguir o empate houve um livre para o adversário que aproveitou da melhor maneira e ficou novamente em vantagem.

Mais uma vez sou da opinião que fomos melhor que o adversário apesar do resultado não ser favorável. Temos de continuar com esta atitude e com esta qualidade, seguem-se dois jogos em casa que se mantivermos o nosso nível iremos vencer.

A equipa B jogava em casa com um adversário que na primeira fase tinha empatado connosco, nessa altura em sua casa.

Também esta equipa realizou um jogo muito bom, sempre a dominar o jogo, infelizmente não conseguimos traduzir essa vantagem em golos e o resultado final acabou por ser um 0-0. Para um jogo de escolas é um resultado atípico mas infelizmente para nós que dominámos foi o que se verificou.

Vamos continuar o nosso bom trabalho e os nossos bons jogos. Assim vamos conseguir cumprir os nossos objectivos.

sexta-feira, 6 de março de 2009

DIÁRIO DE OBSERVADOR: FC Barcelona

Neste momento tenho um novo “brinquedo” que me faz passar algum tempo sentado a olhar para uma televisão. Tenho uma box MEO em casa e rapidamente seleccionei o pacote de canais dos clubes.

Esta quarta feira de manha, por exemplo, sentei-me para ver o canal BarçaTV onde estavam a transmitir um jogo de infantis (em Espanha esse escalão é denominado de Alevin). Esta é a equipa que vai estar presente este ano em Portugal para disputar o Torneio Internacional de Futebol Infantil organizado pelo Clube Atlético Cultural da Pontinha.

Ora tal como em 2007 esta equipa tem um jogador de origem africana que fisicamente é muito mais desenvolvido, não quero falar se tem a idade em que esta a jogar, é um tema que todos nós já conhecemos, mas ver aquele jogo fez-me muita confusão. Este miúdo de que estou a falar não conseguia jogar, esta é a realidade. Sempre que tinha um lance de 1x1 ou um lance em velocidade dava a sensação que não se empenhava pois se o fizesse provavelmente o que acontecia era magoar o adversário tal era a diferença física.

Será que este jogador assim consegue desenvolver as suas qualidades? Será que mesmo que seja mais novo não devia jogar no escalão seguinte onde há atletas com qualidades físicas semelhantes?

Deixando este tema no ar, quero também dizer que gostei muito desta equipa do Barcelona, tem jogadores que em termos individuais me deslumbraram, temos novamente uma equipa muito forte que provavelmente disputará os primeiros lugar deste torneio.

quinta-feira, 5 de março de 2009

DIÁRIO DE OBSERVADOR: Situação caricata

Esta semana fui observar um jogo de juvenis onde aconteceu uma situação caricata e que quero referir neste espaço.

Nos últimos tempos tenho observado com muita atenção o “aquecimento” de várias equipas, é um aspecto que considero importante e influente no jogo e que por vezes é negligenciado.

Neste jogo não vi nada de novo, a tradicional mobilização geral, manutenção da posse de bola, alongamentos e algum trabalho de finalização. Mas não é sobre as especificidades do aquecimento que vou falar embora esteja um pouco relacionado.

Quando acabaram as equipas retomaram ao balneário para vestirem o equipamento de jogo e retornarem ao campo.

Neste jogo a equipa de arbitragem apenas tinha 2 elementos e assim foram arranjar o terceiro ao público, como estas situações demoram sempre um pouco os treinadores das duas equipas disseram aos seus jogadores para não ficarem parados e entregaram-lhes algumas bolas.

Agora a parte caricata desta história, numa das equipas, um dos atletas após alguns toques na bola vira-se para a baliza e remata, o treinador prontamente grita a chamar por ele e diz “já disse que não quero remates, por acaso já estás quente?” ao que o atleta responde “não foi isso que estivemos a fazer?”

Eu ainda acrescento: será que os atletas dessa equipa não devem rematar nos primeiros minutos de jogo? Será que o treinador no fundo tem a noção que o “aquecimento” realizado não é o mais adequado para a prática desportiva que se segue?

Já agora, para tentar aumentar a vossa participação neste espaço digam-me, como é o vosso aquecimento? Qual a importância que tem para o jogo?

DIÁRIO DE TREINADOR: Inicio da segunda fase...


Esta semana começou a segunda fase dos campeonatos de futebol 7. Infelizmente o sorteio não vai permitir que acompanhe os jogos das duas equipas e como é normal apenas irei aos jogos da equipa A.

Esta semana havia uma coincidência nos adversários das duas equipas, ambas tinham uma ligação as escolas de um clube grande.

Estes jogos no fim-de-semana a seguir às férias são sempre complicados, há vários jogadores que faltam aos treinos, desta vez faltaram tantos que eles próprios fizeram a convocatória, isto é, apenas tinha disponíveis 12 para cada equipa.

Estava confiante para estes jogos, os miúdos estão cada vez a jogar de forma mais organizada a entender melhor o nosso modelo de jogo.

A equipa A defrontava uma equipa que segundo a informação que recolhi defendia bem e que com toda a certeza nos iria colocar muitas dificuldades. Assim foi….

O jogo começou muito equilibrado, com poucas oportunidades de golo, acredito que nesta segunda fase todos os jogos serão muito disputados. Aos 12 minutos aconteceu a nossa única falha, dois dos meus miúdos ficaram a olhar um para o outro e nenhum foi à bola, apercebendo-se disso o avançado contrário roubou a bola e isolou-se conseguindo fazer o 1-0.

A partir deste momento a nossa equipa ainda ganhou mais força, estão com uma atitude fantástica, e o jogo apenas teve um sentido. Ainda na primeira parte criámos algumas oportunidades de golo, inclusive acertámos duas bolas na barra mas infelizmente o resultado não se alterou.

Ao intervalo referi que estávamos a fazer mais um jogo muito bom e que se continuássemos com toda a certeza iríamos dar a volta. Enganei-me!

Na segunda parte poderíamos “alugar” o nosso meio campo, impressionante como não deixámos o nosso adversário sair da sua zona defensiva. Criámos diversas oportunidades de golo mas foi um daqueles dias que podemos estar o dia todo a tentar que não conseguíamos. A bola ou passava junto ao poste, ou o guarda-redes defendia, houve bolas a ficar em cima da linha de golo, enfim de tudo um pouco mas não marcámos e o jogo acabou com o resultado de 1-0, como é possível!!!

Foi um jogo muito intenso da nossa parte e assim que o árbitro apitou alguns dos miúdos começaram a chorar, foi uma descarga emocional da parte de toda a equipa.

Costumo falar com os atletas ainda no relvado e desta vez a conversa foi fácil, a exibição deles foi fantástica, das melhores desta época e foi isso que lhes disse, no inicio ele responderam, “mas perdemos” só que aos poucos foram acalmando e perceberam que tinham feito um grande jogo e que se continuarem a jogar como assim não vão perder, é impossível acontecer mais um jogo destes. Recebemos os parabéns da equipa adversária, do árbitro os pais dos miúdos da outra equipa disseram, “tivemos muita sorte este jogo”.

Não pude acompanhar a equipa B que se deslocou ao campo de um adversário muito complicado.

Foi um jogo equilibrado, a 3 minutos do fim estávamos a perder 2-1 e já com algumas situações claras para empatar o jogo. Infelizmente não conseguimos e ainda sofremos dois golos a acabar o jogo. Quem olhar para o resultado pensa que a equipa contrária foi muito superior, nós sabemos que não e agora é continuar a trabalhar para alcançarmos os nossos objectivos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

DIÁRIO DE TREINADOR: Fim da primeira fase

Esta semana estou a escrever mais tarde, foi uma semana atarefada com a última jornada dos escolas B, um jogo de treino para os restantes jogadores e ainda a observação de algumas equipas e jogadores já a pensar também na próxima fase e até na próxima época.

Em relação ao jogo de treino não há muito a falar, como é normal todos foram convocados, ou melhor quase todos, já que alguns miúdos estavam indisponíveis com umas pequenas lesões que aproveitamos para recuperar para a próxima fase. Aproveitei também por levar dois atletas mais novos.

Optei por iniciar com os miúdos que mais têm jogado no campeonato e depois colocar os que têm menos minutos e continuar com eles durante mais algum tempo que os outros. Quero ver quais os que têm probabilidade de jogar mais tempo daqui para a frente.

O jogo começou com um claro domínio da nossa parte, a equipa contrária esteve muito fechada, praticamente sem atacar e nós a manter a posse de bola, infelizmente de forma mais lenta do que é costume e assim não criámos oportunidades. Apenas num remate de meia distância conseguimos alcançar a vantagem. A partir daí vieram as substituições e a mudança no jogo. Pouco depois, penso que na primeira e única oportunidade de golo da equipa adversária conseguiram empatar chegando assim ao intervalo.

Para a segunda parte a equipa que tinha terminado começou e o domínio foi claramente do adversário e não conseguimos impor o nosso jogo. Consentimos mais dois golos e não criámos oportunidades. Nessa altura reentraram os mais utilizados e voltámos a dominar e a conseguir um golo.

Desta forma mais uma vez foi visível o grande desequilíbrio desta equipa, vai ser complicado nesta segunda fase, não porque esteja a pensar apenas nos resultados desportivos, mas porque penso que não estão preparados e vão sentir que estão a comprometer a equipa. Mas claro que todos vão ter o seu momento.

Quem acompanha este meu percurso sabe que os meus miúdos mais novos que jogam no campeonato de escolas B não andavam muito bem, temos tido resultados que não foram positivos, tudo bem que tem sido sempre pela diferença mínima, mas nunca para o nosso lado e isso vinha a mexer com os miúdos que têm entrado muito nervosos.

Mais uma vez foi isso o que se passou, apesar do nosso domínio foi muito complicado garantir que iríamos sair com uma vitoria. Aos 15 minutos tínhamos uma vantagem de 2-0 mas logo eles reduziram e chegámos assim ao intervalo.

Procuramos falar com os miúdos e mostrar que o domínio do jogo era claramente nosso, que tinham muito mais qualidade e que eles tinham de “chegar à frente” e mostrar isso a toda a gente e a eles mesmos. Foi isso que aconteceu, a segunda parte foi muito boa, tirando as várias oportunidades desperdiçadas. Conseguimos uma vitória por 7-2 mas podia ter sido bem mais.

Acabou a primeira fase, as duas equipas estão apuradas. Agora vamos trabalhar alguns aspectos que terão muita importância neste nosso caminho…

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

DIÁRIO DE TREINADOR: Algum nervosismo...

Esta semana o campeonato de escolas A estava parado, a primeira fase acabou. Assim, optámos por marcar um jogo de treino com outra equipa que também ficou apurada para a segunda fase.

Foi um jogo em que me preocupei em trabalhar alguns aspectos com os jogadores menos utilizados de forma a tentar equilibrar a equipa, levei ainda um jogador de 99 e um de 2000, ou seja, dois anos mais novo.

Foram convocados 14 miúdos, mais do que é permitido em jogos oficiais, todos eles jogaram o mesmo tempo entrando três jogadores cada vez que fazia uma substituição. Claro que o nosso jogo não foi tão fluido como normalmente mas foi muito positivo, como eu disse houve jogadores que conseguiram mostrar que tenho de contar com eles para esta segunda fase onde as dificuldades são maiores. Outros, infelizmente, não me parece prontos para esses jogos mais complicados….

No final o balanço é positivo, num jogo difícil contra um adversário complicado estes miúdos portaram-se bem, voltaram a ter uma óptima atitude.

Nos escolas B os miúdos estão a passar uma fase difícil, onde depois de um começo impressionante a ganhar todos os jogos sem sofrer golos, agora entram para o campo muito nervosos e sem conseguir por em prática tudo o que sabem e o que aprenderam durante este tempo.

Depois também as derrotas que tiveram nos últimos jogos (estou aqui em incluir um empate) foram sempre por um golo de diferença e isso tem pesado nestes miúdos. Esta semana já houve algum trabalho “psicológico” com os miúdos e sinto novamente uma grande confiança neles, assim as coisas com toda a certeza vão correr bem.

Acredito que as duas equipas estão fortes para a segunda fase, o trabalho tem corrido bem, os níveis competitivos dos miúdos está elevado, dessa forma todos temos confiança que as coisas irão correr bem.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

DIÁRIO DE TREINADOR: Diferentes atitudes conduzem a resultados distintos...

Esta semana terminou a 1ª fase do campeonato de escolas A, apesar de já termos garantido o apuramento para a 2ª fase A, esta jornada defrontávamos um adversário muito difícil que ainda não tinha perdido em sua casa e que também já tinha o apuramento garantido.

Os escolas B também tinham um jogo muito difícil com uma equipa que está a jogar neste campeonato de escolas B com a sua equipa A, isto é, com miúdos um ano mais velhos e que dessa forma consegue ganhar a grande maioria dos seus jogos.

Foi uma semana de trabalho muito positiva, onde os miúdos treinaram com uma intensidade excelente e dessa forma foi visível o grande espírito competitivo com que estes miúdos estão. Há quem diga que jogamos como treinamos e foi isso que aconteceu com a equipa A. Foi de longe o nosso melhor jogo em termos de atitude, sempre na procura de impormos o nosso modelo de jogo fomos muito fortes na recuperação da posse de bola e quando assim é tudo fica mais fácil.

Desde cedo ficamos em vantagem e foi engraçado ver como os atletas da equipa adversária estavam desorientados com a intensidade que pusemos no jogo. Aos 10 minutos já tínhamos uma vantagem de dois golos, volto a lembrar que esta equipa ainda não tinha perdido em casa e isso talvez também tenha pesado nos outros miúdos. Ainda na primeira parte o nosso guarda-redes teve um lance infeliz que resultou no golo da equipa adversária, esse lance podia ter alterado o rumo do jogo mas quando uma equipa está com aquela atitude nada os demove e logo no minuto seguinte voltámos a colocar a diferença em dois golos e foi assim que chegámos ao intervalo.

No intervalo só me restava dar os parabéns aos miúdos pelo jogo que estavam a fazer, foi muito bom perceber que eles entenderam que era desta forma que conseguiriam ultrapassar todas as dificuldades deste jogo.

A segunda parte começou como terminou a primeira, com a nossa equipa a dominar e a conseguir aumentar a vantagem. Infelizmente nesta altura o ritmo abrandou um pouco e sofremos dois golos em poucos minutos, tive receio que a equipa se deixasse afectar mas mais uma vez mostraram que queriam muito vencer este jogo e voltaram a recolocar a vantagem em três golos e ainda falhamos algumas oportunidades claras de golo incluindo um penalty.

Foi sem dúvida uma forma excelente de acabar esta primeira fase, alcançámos uma vitória confortável e justa num campo de uma equipa que também se apurou para a próxima fase e que não tinha perdido em casa. Excelente jogo.

Infelizmente este discurso não pode ser repetido no jogo dos escolas B, apesar de sabermos que era um jogo muito complicado, os nosso miúdos ainda aumentaram as dificuldades por culpa própria. Foi visível nos miúdos que não estavam concentrados para este jogo e eu que tenho dito maravilhas destes miúdos (com toda a justiça) hoje não o posso fazer.

Fomos os primeiros a marcar, mas infelizmente não conseguimos manter a vantagem e passados dois minutos o jogo voltou a ficar empatado. A primeira parte foi dominada pela nossa equipa e conseguimos dois golos no espaço de cinco minutos mas mais uma vez por culpa nossa deixámos que a equipa adversária reduzisse a vantagem. Infelizmente nesta primeira parte também perdemos o contributo de um dos miúdos por lesão, nada de grave mas que impossibilitou que voltasse a jogar neste encontro.

A segunda parte foi totalmente diferente, os miúdos entraram adormecidos, sem atitude e assim deixámos o adversário dar a volta ao jogo e acabámos por sair derrotados. Sim era uma equipa mais velha, sim ficamos sem o contributo de um jogador, por sinal o que mais minutos tem no campeonato e que é o capitão de equipa no verdadeiro sentido da palavra, mas a perdemos por culpa própria, provavelmente foi dos nossos piores jogos.

Enquanto os escolas A acabaram a primeira fase os escolas B ainda têm mais duas jornadas pela frente e as dificuldades continuam e não podemos facilitar, é fundamental continuar a trabalhar.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

DIÁRIO DE OBSERVADOR: Competitividade no futebol de formação

A semana passada surgiram várias notícias relacionadas com o futebol de formação em Portugal.

A Liga Portuguesa é segunda no ranking dos campeonatos europeus com mais estrangeiros. Essa é a conclusão do “Estudo demográfico dos futebolistas na Europa”, que aponta o risco da formação lusa se extinguir. Raffaele Poli, um dos autores do estudo, em declarações à Lusa afirmou, “Há o risco de ser abandonada a formação de jogadores portugueses e de vir a tornar-se uma liga suplementar de jogadores brasileiros”

Os campeonatos de juvenis e juniores vão ser reestruturados para aumentarem a competitividade. Manuel Ribeiro, director da área de formação do SL Benfica afirmou que "existe um largo consenso entre os clubes formadores quanto à eficácia das alterações" e que isso "permitirá uma maior competitividade nas provas". "Acredito que se verificarão de imediato melhoras significativas, o que se traduzirá também num incremento de qualidade nas selecções jovens", acrescentou o mesmo responsável.

São duas notícias que por um lado demonstram que os responsáveis dos clubes querem mostrar que se preocupam com a formação dos jogadores outra mostra que não é bem assim…

Eu aproveito para falar em outro assunto do nosso futebol de formação que me tem feito pensar. Os chamados clubes grandes falam muitas vezes desta ausência de competitividade, cheguei a ouvir que apenas quando jogam uns contra os outros há equilíbrio nos jogos. Têm uma certa razão mas depois eu olho para os campeonatos e vejo que esses clubes têm Equipa A, B, C, D, (a tendência é para aumentar) e às vezes ainda protocolos com outras equipas noutros distritos…

A minha dúvida é, se esses miúdos que estão na equipa D por exemplo não iriam evoluir mais nas equipas onde os foram buscar. Esta semana defrontei uma equipa que provavelmente vai perder nada mais nada menos que 3 jogadores para esses grandes, ou seja, para o ano claro que não pode ser uma equipa competitiva…

Claro que esses clubes têm de ter esses jogadores que mostram qualidades pois se continuarem a evoluir como até então já estão garantidos, outra razão é impedir que o rival fique com eles, era terrível o clube x não ficar com um jogador que depois no clube y começa a ser muito importante…

Enfim, apenas mais um assunto no qual tenho “perdido algum tempo”… O que vocês pensam disto tudo?

DIÁRIO DE TREINADR: Jogos complicados....

Esta semana mais uma vez tinha dois jogos distintos. A equipa A um jogo que a classificação dizia que provavelmente seria acessível a equipa B defrontava uma equipa que ainda não tinha perdido qualquer ponto no campeonato.

Mais uma vez houve uma grande preocupação com a convocatória, como transmiti aos miúdos está na altura de fazer uma “avaliação” e registar os que mais evoluíram, os que estão num patamar um pouco superior, os que têm de trabalhar mais este ou aquele aspecto para que todos estejam prontos para as dificuldades da segunda fase do campeonato.

O jogo começou um pouco lento, por culpa da equipa adversária que demorava muito a repor a bola em jogo sempre que o tinha de fazer, por culpa nossa que entramos sem agressividade e fomos naquele jogo e principalmente por culpa do árbitro. Sem exagerar o árbitro marcou durante o jogo 30 lançamentos mal executados e sempre que o fazia a bola era para a outra equipa e voltava a acontecer, houve lances que só ao quarto lançamento ele aceitava.

Com mais ou menos dificuldades conseguimos mais uma vitória no nosso percurso, mas hoje nem vou falar muito do jogo.

No final dirigi-me ao árbitro, algo que não costumo fazer, ou melhor, só o faço para cumprimentar. Desta vez entrei em diálogo e disse-lhe que o jogo tinha tido muitas paragens, que isso tinha adormecido completamente o jogo e não era necessário marcar tantos lançamentos mal executados. Quando isso acontece sou da opinião que o árbitro deve transmitir aos miúdos a maneira mais correcta de o fazer e até os deixar repetir, importa aqui referir que estamos no escalão de escolas.

A resposta que recebi foi que eu é que os tenho de ensinar que ele está ali é para apitar, concordei, mas ainda assim perguntei se ele não achava que com estas idades ele devia ter uma atitude mais pedagógica, a resposta foi que não…

Já aqui referir dezenas de vezes que há muitos agentes no futebol de formação que não estão adequados às especificidades que o futebol jovem apresenta, este para mim é só mais um caso…

O jogo da equipa B teve o mesmo árbitro que, talvez porque ficou a pensar na nossa conversa, apitou muito menos e o jogo foi mais fluido.

Foi uma partida muito interessante, com duas equipas que se portaram muito bem e que mostraram porque estão a fazer um campeonato excelente. Houve poucas oportunidades de golo, as organizações defensivas foram quase sempre superiores. Na primeira parte, através da marcação de um livre directo a equipa adversária chegou ao golo. A vantagem funcionou a favor da equipa e temos de dizer que apesar de o jogo ser equilibrado a primeira parte teve um ligeiro ascendente do adversário.

Na segunda parte foi diferente, nós fomos a equipa mais perigosa que conseguiu algumas oportunidades de golo e infelizmente não conseguimos o empate que teria sido um resultado justo.

Nestes jogos equilibrados muitas vezes o resultado acaba por “cair” para uma das equipas, infelizmente hoje não fomos nós que tivemos essa sorte. Agora vamos continuar a trabalhar, a segunda fase está quase a chegar…

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

DIÁRIO DE TREINADOR: Mais uma vez a relação treinador-atleta

Uma das especificidades que mais me fascina no futebol é a relação treinador-atleta. Sou da opinião que este fenómeno pode ter uma importância extraordinária no decorrer de uma época desportiva.

Por diversas situações, conversas com os jogadores, os chamados mind games, entre outras coisas podem ter um impacto tremendo na aplicação e rendimento dos jogadores. É importante conhecermos cada jogador individualmente, a sua personalidade para sabermos que aspectos abordar com eles.

Eu por exemplo tenho sempre uma conversa com o grupo no inicio e no final dos treinos mas, durante a sessão, vou falando individualmente com eles, às vezes nem é de futebol mas sei que são aspectos importantes de referir e que dessa forma consigo ter sempre os níveis de motivação, atitude e empenho perto do máximo.

Estou a falar neste assunto pois tive uma conversa com um pai de um miúdo que já treinei numa escola de futebol que me disse que o miúdo ainda hoje fala em mim e nos treinos que tinha comigo, que isso era sinal que tinha sido positivo. Acreditem, fiquei mesmo muito contente por saber disto.

Continuando este assunto da relação treinador atleta, este ano como mudei de clube, reencontrei um jovem que treinei no primeiro ano desta minha actividade, um miúdo que nessa altura estava numa escola de futebol e agora esta numa equipa de competição que participa no campeonato nacional. É engraçado como este jovem, passados estes anos, ainda me pede a mim para lhe dar boleia para o outro campo onde treinamos, como me conta primeiro a mim as notas que teve na escola.

É realmente algo que gosto, ter esta relação de amizade com os miúdos, não ser apenas o treinador que lhes manda fazer isto ou aquilo…

DIÁRIO DE TREINADOR: Expectativas cumpridas

Esta semana mais dois jogos. A Equipa A teoricamente tinha um jogo acessível, já a Equipa B defrontava uma equipa complicada e com toda a certeza iria apresentar-nos muitas dificuldades.

Esta semana deixei de fora os jogadores mais utilizados, foi esse o critério. Estamos a duas jornadas de acabar a primeira fase e disse aos miúdos que estas últimas jornadas têm de ser aproveitadas para demonstrarem com quem posso contar para a segunda fase, provavelmente a rotação de jogadores será menor pois nem todos estão no mesmo nível de aprendizagem.

No jogo da Equipa A esta conversa resultou, todos os jogadores se esforçaram por cumprir as indicações e estratégia para o jogo, quem observou o jogo nunca diria que eram os miúdos com menos minutos até agora. Foi um jogo sem muita história, onde conseguimos a maior goleada até agora e uma exibição agradável.

Outro aspecto positivo deste jogo foi o comportamento excelente da minha equipa ao longo do jogo, isto é, soubemos ganhar. Muitas vezes nestes jogos que se tornam muito fáceis as equipas não têm a melhor atitude para com o adversário menosprezando-o, tal não se verificou, o respeito pelos colegas foi constante.

No jogo da equipa B as coisas já não correram tão bem. Começou logo com um dos miúdos a não estar presente no clube à hora combinada, ainda conseguiu chegar ao campo da outra equipa em cima da hora e ainda jogou, mas esta situação desconcentrou um pouco a equipa. Começamos a perder o jogo por 0-2 com os golos a resultarem de falhar nossas o que não é nada habitual. Felizmente conseguimos acalmar os miúdos e as coisas começaram a correr melhor, conseguimos inclusive dar a volta ao jogo e ficar a ganhar 3-2. Com este resultado os miúdos voltaram a adormecer e a equipa contrária tomou conta do jogo nos últimos 10 minutos, conseguiu mesmo o empate.

Confirmaram-se as expectativas para os dois jogos, infelizmente tínhamos a confiança para conseguir duas vitórias e tal não foi possível mas nenhum dos objectivos foi alterado e continuamos no caminho traçado para esta época e a realizar dois excelentes campeonatos.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

DIÁRIO DE OBSERVADOR: Que grande fim-de-semana


Este fim-de-semana assisti ao vivo a 7 jogos de futebol e 1 de hóquei em patins, algumas pessoas devem pensar que é um exagero, eu no final, tirando a constipação, estava muito satisfeito.

Observei dois jogos de escolas, dois de iniciados, um de juvenis, um de juniores e dois de seniores (um deles o tal de hóquei em patins). Alguns podem não acreditar mas de todos há coisas a retirar e em que reflecti posteriormente, seja aspectos do jogo propriamente dito, seja de atitudes de treinadores, dirigentes, qualidade da arbitragem, organização dos clubes, etc.

Continuo a achar que há muitos treinadores que não deviam trabalhar com jovens, mas o que se pode fazer se os próprios dirigentes não estão capacitados para escolher as pessoas mais adequadas? Há ainda aqueles que se calhar até podiam escolher melhor mas por razões que desconhecemos dão oportunidades a pessoas que mostram pouca apetência e competência para o cargo que exercem.

Se calhar alguns dizem, lá está este a criticar… Pois estou! Esta semana vi um treinador que está a treinar num dos “grandes” (se é que isto é assim…) a falar ao telemóvel no banco enquanto decorria o jogo… Agora eu pergunto será que mais ninguém vê que a equipa não mostra qualidade de jogo? Que se não fosse a possibilidade de ter os melhores jogadores do país não conseguiriam ganhar os jogos que ganham? Há ainda alguns jogadores que são claramente subaproveitados e que infelizmente podem a estar a comprometer o seu enorme valor…

Mas nem tudo está mal, esta semana também serviu para ver que há muitos jovens treinadores com qualidade e que os seus trabalhos com as equipas são visíveis aquando dos jogos pela organização visível nestas equipas. A todos a melhor sorte e continuação de bom trabalho...

DIÁRIO DE TREINADOR: Duas realidades diferentes...

Esta semana regressámos à competição depois da paragem para as férias de Natal. Foi uma semana onde os miúdos conversaram uns com os outros mais do que é habitual embora a aplicação estivesse sempre presente.

A equipa A nesta jornada defrontava a equipa com que partilhava o primeiro lugar, era o jogo que provavelmente decidiria quem seria o primeiro classificado da série. A equipa B jogava contra uma equipa teoricamente acessível e contávamos vencer com mais ou menos facilidades.

No primeiro jogo (equipa A) confirmou-se o valor das equipas, foi um grande jogo, quem assistiu nunca diria que se tratava de um jogo de escolas, incrível como os miúdos já compreendem o jogo. Desde o primeiro minuto que o equilíbrio foi visível, apesar disso a nossa equipa chegou à vantagem aos 7minutos num lance em que o nosso avançado usou a velocidade para tirar vantagem e ultrapassar os adversários incluindo o guarda-redes, primeira oportunidade um golo.
O jogo continuou da mesma forma, com bastante equilíbrio e com uma eficácia tremenda já que aos dez minutos na primeira vez que o avançado da equipa adversária ganhou uma vantagem conseguiu aproveitar e empatar o jogo.

Até ao final da primeira parte a organização defensiva das equipas foi superior à ofensiva e não houve mais golos embora volte a repetir que foi um jogo muito interessante em que foi claramente visível a qualidade das equipas.

Ao intervalo foi isso que transmiti aos miúdos, procurei também alterar um ou outro aspecto de modo a tentar obter vantagem na segunda metade do jogo.

Na segunda parte também houve poucas oportunidades claras de golo, duas para a minha equipa e uma para a equipa adversária. Infelizmente nós não conseguimos aproveitar enquanto o adversário manteve a eficácia. Assim, o resultado ficou em 1-2 para o adversário, acho que os miúdos não mereciam perder, mas a equipa adversária também esteve muito bem, dessa forma o empate seria justo. Fiquei satisfeito com os miúdos e este jogo deu-me muita confiança para a segunda fase pois acredito sinceramente que ainda vamos melhorar.

No jogo da equipa B a história foi diferente, a nossa equipa foi claramente superior durante todo o jogo mas foi muito complicado chegar ao primeiro golo. O nulo manteve-se até aos 18 minutos onde num excelente lance de ataque conseguimos obter vantagem. Costumam dizer que o que custa é o primeiro e neste jogo foi um pouco assim, até ao final da primeira parte conseguimos mais dois golos.

Ao intervalo tentámos corrigir alguns aspectos para aumentar a nossa eficácia e melhorar a nossa qualidade de jogo.

A segunda parte foi mais fraca, as oportunidades de golo foram poucas devido a alguma atrapalhação da nossa parte, normalmente a nossa equipa apresenta uma qualidade de jogo superior à que mostrou esta semana. O jogo acabou com a vitória da nossa equipa por 5-1 mas confesso que não gostei da nossa exibição colectiva.

Resumindo foi uma semana em que gostei muito da exibição da equipa A embora o resultado não tenha sido positivo. Já na equipa B foi o oposto, conseguimos uma vitória mas a e exibição não foi a melhor.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

DIÁRIO DE TREINADOR: Academias de Futebol

Um dos meus objectivos futuros passa por trabalhar numa academia de um clube de futebol, não necessariamente em Portugal, mas realmente é algo que não me sai da cabeça.
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A palavra Academia, segundo o website Wikipédia, “é o nome dado a várias instituições vocacionadas para o ensino e promoção de actividades artísticas, literárias, científicas e físicas, sobretudo universidades”.

Hoje em dia, também os clubes têm as suas académicas, ou centros de estágio, por exemplo em França todos os clubes da primeira e segunda divisão têm de ter academia (quando será assim em Portugal?).

No 5.º Congresso Mundial de Ciência e Futebol, realizado em 2003, Pedro Mil-Homens e Lee Kershaw, respectivamente os responsáveis da Academia de Futebol do Sporting C.P. e Manchester United F.C., referiram que, “Uma Academia não serve só para descobrir talentos, precisa de ser essencialmente uma preparação para a vida.”. É precisamente isto que me fascina, preparar os jovens para o futuro em paralelo com a sua preparação desportiva.

A formação desportiva, deve ser encarada como um processo mais globalizante que apenas o desenvolvimento das capacidades específicas do futebol. É cada vez mais importante “dar atenção” aos aspectos pedagógicos, à criação de hábitos desportivos, a melhoria da saúde e a aquisição de um conjunto de valores tais como a responsabilidade, a solidariedade e a cooperação, etc. Só desta forma teremos uma boa formação.

A minha vontade de conhecer o trabalho realizado nas academias passa pela possibilidade de acompanhar todos estes agentes que hoje em dia estão presentes na evolução dos jovens, claro que depois há clubes que funcionam melhor que outros, essa é a razão porque pesquiso tanto sobre esta temática para tentar saber quais as melhores academias.

Este ano estou a pensar seriamente em ir acompanhar o trabalho realizado noutros países, estou a fazer um documento onde coloco todos os aspectos que quero saber, é aqui que quero a vossa colaboração. O que vocês gostariam de saber? Qual o clube que gostavam de conhecer?

Também peço a quem tenha alguma experiência semelhante que me contacte e me conte a sua história.