Frases que dizem muito...

"A forma não é física. A forma é muito mais do que isso. O físico é o menos importante na abrangência da forma desportiva. Sem organização e talento na exploração de um modelo de jogo, as deficiências são explícitas, mas pouco têm a ver com a forma física." (José Mourinho)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

DIÁRIO DE TREINADOR: Dois jogos muito especiais...


Esta semana vou voltar a fazer um breve texto sobre os meus jogos. E porquê esta semana? Porque foi um jogo muito especial, joguei contra a minha anterior equipa, contra os miúdos a quem tentei ensinar o mais que pude durante uma época.

Primeiro jogaram os nossos miúdos mais novos, importa referir que temos duas equipas neste escalão e treinamos os miúdos como uma só, apenas para os jogos fazemos as divisões sobretudo por idades.

Este jogo foi um pouco diferente do esperado, eu naturalmente conhecia os miúdos que iam estar do outro lado, sabia que era uma equipa com qualidade, bem orientada e com toda a certeza iríamos ter muitas dificuldades. Foi isso que foi transmitido aos miúdos, felizmente o jogo correu bem, os miúdos estão a assimilar rapidamente o nosso modelo de jogo, as acções pedidas estão a ser visíveis e quando assim é as coisas tendem a correr bem. O resultado acabou por ser um pouco desnivelado a nosso favor mas penso que é exagerado.

De salientar a evolução dos miúdos neste mês de trabalho e o grande espírito que esta equipa está a criar com os miúdos sempre a apoiar os colegas para os ajudar a fazer mais e melhor.

De seguida jogou a equipa com os miúdos mais velhos, equipa esta que continua a apresentar como principal problema o desequilíbrio, isto é, há miúdos que estão num patamar claramente mais baixo e que é necessário evoluírem para terem tantas oportunidades como os colegas para jogarem. Outro dos problemas é o número de miúdos que temos nestes jogos de treino que implica uma troca constante de jogadores, pois temos por princípio que nesta fase todos joguem sensivelmente o mesmo tempo.

Este jogo não nos correu tão bem e a nossa primeira parte não foi muito conseguida, embora injustamente tenha acabado com o resultado positivo para o nosso lado. Apenas estivemos um pouco melhores no inicio do jogo já que começamos com os miúdos que neste momento estão mais fortes e que melhor aplicam o nosso modelo de jogo. Acabámos a primeira parte e iniciamos a segunda com os outros miúdos, embora tentássemos misturar um pouco os miúdos mas existia uma ligeira superioridade da equipa adversária nestas alturas, tendo o empate surgido no inicio do segundo tempo depois de um lance infeliz de um dos nossos miúdos que isolou um adversário depois de um passe mal executado. Nessa altura começou a rotação dos nossos miúdos tendo a nossa equipa começado a dominar o jogo embora o resultado não se tenha alterado. A dois minutos do fim um lance importante para este texto, um dos nossos miúdos atrasa para o guarda-redes que falha a recepção de bola e deixa-a entrar na baliza.

Este lance é importante pois foi óptimo ver a solidariedade dos colegas de equipa para com o guarda-redes, nestas idades nem sempre acontece, é sinal que estamos a ganhar uma equipa. Não quero deixar de referir a atitude do treinador da outra equipa que no final do jogo também teve uma palavra com o nosso guarda-redes.

Resumindo o balanço é positivo, falta corrigir ainda algumas situações mas penso que estamos no bom caminho.

Para terminar quero fazer uma referência a Jorge Araújo, que diz algo que se aplica neste caso já que defrontei os miúdos com quem trabalhava na época passada. Os treinadores devem ser ambiciosos como poucos, mas acima de tudo centrados no interesse da equipa e não nos seus, devem preparar o terreno para que os seus sucessores alcancem um êxito ainda maior. Assim desejo as melhores felicidades aos meus antigos atletas e à nova equipa técnica e espero ter contribuído de alguma forma para o desenvolvimento daqueles miúdos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

DIÁRIO DE TREINADOR: Relação treinador-atleta

Ontem tive mais uma das minhas conversas com colegas que me fazem vir para casa pensar e no fim escrever. Esta é a forma que encontro para concluir estes temas que me surgem, sou da opinião que ser treinador não é apenas prescrever exercícios aos miúdos, há muito mais que isso.

Ontem o tema era a nossa relação com os miúdos e como tratávamos os mesmos. Isto tudo porque um treinador não convocou um miúdo e o pai veio questionar o porquê! No final a maioria apoiou um colega que disse que os devíamos tratar todos da mesma maneira. Eu não concordo, embora não tenha discutido, e passo a explicar porquê.

Sou da opinião que quem faz bem o que lhe é pedido que dá o máximo e se empenha ao serviço da equipa, merece ser distinguido e incentivado, bem como quem faz mal tudo o que lhe é proposto e não se empenha, merece rapidamente um feedback negativo para que haja uma eventual melhoria futura de atitudes e comportamentos.

Para mim todos os miúdos são diferentes, têm as suas particularidades, é isso que temos de perceber, não podem ser todos postos no mesmo saco e rotulados da mesma maneira.

Resumindo e utilizando uma frase de Jorge Araújo, “a quem lidera compete TRATAR TODOS COM JUSTIÇA, NUNCA TODOS POR IGUAL!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

DIÁRIO DE TREINADOR: Um mês de trabalho


Há um mês que voltei aos treinos, o discurso continua igual, isto é, a equipa tem qualidade mas há muito trabalho ainda para fazer. Mas não será isso que nos motiva? Também…

Penso que todos os treinadores gostam de ver as suas equipas a ficarem mais fortes e organizadas, os seus jogadores a desenvolver as suas capacidades e a evoluir, o nosso modelo de jogo a ser visível aos poucos, etc.

Este ano estou com um número mais elevado de jogadores, vai ainda ser mais difícil gerir as convocatórias de modo a jogarem todos mais ou menos o mesmo. Outro dos problemas com que me deparo é que o plantel não é equilibrado, há alguns miúdos que ainda terão de evoluir mais um pouco, mas este aspecto está a ser levado em conta e daqui a uns tempos pode ser que não se note tanto.

Passado este mês já consegui fazer a minha “análise” aos miúdos. Já sei quem são os que estão mais vezes distraídos, já identifiquei os líderes da equipa, os que precisam de constantes incentivos para treinarem a intensidades elevadas, os que é necessários estabelecer objectivos à parte dos da equipa, etc. Por exemplo, no último treino, há um miúdo que realizou uma acção que não era habitual, prontamente parei o treino e todos os atletas bateram as palmas a esse colega pondo esse miúdo a rir por perceber que finalmente tinha realizado o que lhe tinha pedido.

São estas pequenas coisas que me dão uma alegria imensa por trabalhar com os miúdos, perceber que podemos fazer diferença na sua evolução…

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

DIÁRIO DE TREINADOR: Gestão do tempo de treino

“Se me dizes, eu esqueço. Se demonstras, eu lembro-me. Se me dás a oportunidade de experimentar, eu entendo”.

Esta frase que li há pouco tempo resume a melhor forma de um treinador actuar. Esta semana observei um treino onde os treinadores perderam muito tempo na instrução, isto quando estamos a falar de uma equipa de futebol de formação. Nestas idades os miúdos não conseguem estar atentos ao que o treinador está a dizer durante muito tempo, querem jogar, querem participar.

A nossa missão como treinadores de jovens é desenvolver e capacitar os atletas que temos à disposição na nossa equipa. Assim, temos de transmitir que eles nunca estão completos, que é sempre possível melhorar e adquirir novas competências, sendo que a melhor maneira é experimentar.

Existe uma frase comum que eu próprio costumo utilizar, "uma equipa deve treinar como joga e jogar como treina". Com isto quero dizer que devemos ter o máximo de intensidade no treino e aproveitar ao máximo para trabalhar a nossa forma de jogar, aumentar a capacidade de concentração, confiança, motivação dos nossos atletas.
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Resumindo temos de fazer uma boa gestão do treino de forma a fornecer instrumentos aos nossos miúdos que lhes permitam estar melhor preparados para colocar em prática o modelo e estratégias da equipa.

domingo, 28 de setembro de 2008

DIÁRIO DE OBSERVADOR: Relação Treinador-Atleta

Depois de mais um fim-de-semana a observar vários jogos, resolvi falar sobre a relação treinador-jovem atleta.

Qualquer jovem atleta quando faz parte de uma equipa precisa de sentir que alguém está disposto a “perder” tempo com a sua formação. Ora é isto que me faz confusão por perceber que muitos treinadores de equipas de futebol de formação não estão dispostos a despender este tempo.

Eu não me importo de “perder” tempo a trabalhar com as minhas equipas, com os jovens com que me vou cruzando neste meu percurso, tento lhes transmitir que com dedicação podem crescer juntamente com o projecto. Esse é outro aspecto importante pois os jovens de hoje são exigentes e não se satisfazem com projectos minimalistas e onde a sua presença é apenas vista como mais uma, dessa forma é preciso principalmente envolvê-los no nosso projecto.

Não há uma formula infalível, não há treinadores iguais, por isso cada treinador terá a sua estratégia, embora como tenha dito no inicio, me pareça que há muitos treinadores que se preocupam pouco com esta relação com os jovens atletas e não percebem a força que essa relação pode ter

Num dos últimos livros que li, o seleccionador de rugby Tomaz Morais refere dois aspectos com que estou totalmente de acordo, é preciso capacitar e responsabilizar. Assim, à medida que vamos capacitando os miúdos é necessários dar-lhe novas responsabilidades. Este é, sem dúvida um factor que contribui para que não haja quebras motivacionais.

Esta é uma força incrível que os jovens têm, a sua motivação por estarem a desempenhar uma actividade que adoram, não a deixem desaparecer…

domingo, 21 de setembro de 2008

DIÁRIO DE TREINADOR: Primeiro teste

Esta semana tive o primeiro teste depois de abraçar um novo projecto, mais um momento de avaliação do grupo de trabalho…

Tenho duas semanas de treinos com estes miúdos, a primeira semana com a preocupação de avaliar todos os jogadores presentes nas captações a segunda já a trabalhar de acordo com o modelo de jogo que quero implementar na equipa, embora ainda haja adaptações para fazer de acordo com os jogadores do plantel.

Esta semana o trabalho incidiu mais na organização ofensiva. E porquê? Sou da opinião que devemos começar por ai quando se trabalha com os miúdos pela primeira vez, é mais atractivo para os miúdos quando proporcionamos mais hipóteses de finalizar, de ter sucesso, de marcar golos…

Falando no jogo, a primeira coisa que disse aos miúdos foi que nem queria saber do resultado, que era natural que as coisas não nos saíssem perfeitas, tinha sido uma semana em que eles também se tiveram de adaptar a uma forma de trabalhar, a um novo “mister”.

Acabando o jogo quais as conclusões? Que há muito trabalho pela frente, mas estou confiante num percurso positivo. Tenho um bloco de notas cheio de aspectos a trabalhar, o que até é normal, a organização defensiva tem muito a melhorar em termos posicionais, as transições têm de ser muito mais rápidas, em termos de dinâmica ainda estamos longe, etc. Há também coisas positivas claro agora segue-se mais uma semana de trabalho…

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

DIÁRIO DE OBSERVADOR: Breve reflexão

Um dos assuntos que me interessa no futebol jovem é, a detecção, selecção, recrutamento de “talentos” e o seu posterior desenvolvimento.

Mas o que é isto dos talentos? Para o Prof. Júlio Garganta “um talento é alguém capaz de uma performance acima da média num dado domínio e em vários momentos.”. Não sei se ser um talento é apenas estar acima da média, parece-me que tal como disse há pouco tempo o Sr. Aurélio Pereira, a designação de talento está quase a tornar-se uma banalidade. Um talento tem de ser muito mais que isso.

Nos dias de hoje, é unânime que sem um processo de detecção, selecção e recrutamento de “talentos” os treinadores terão dificuldades em preparar uma equipa para competir ao mais alto nível, para além disso os clubes, devido às dificuldades financeiras começam a olhar para o futebol de formação de outra forma. Dessa forma surge a necessidade de criar departamentos de selecção e detecção de talentos nos clubes de forma a potenciar todo o processo de formação.

Tem-se dito que o segredo para o recrutamento de um atleta para um determinado clube é muitas vezes “chegar” primeiro, assim, este processo, na maior parte dos clubes, incide essencialmente em jovens com sete ou mais anos de idade, existindo para isso estratégias por parte dos clubes para o conseguir. Para mim outra das vantagens deste recrutamento nestas idades é ter um maior processo de evolução no clube de forma a potencializar o seu talento. Importa aqui referir a importância de possuir treinadores e treinos apropriados que possibilitarão aos jovens jogadores um maior desenvolvimento das suas qualidades.

Para que este processo de identificação e recrutamento de talentos ocorra de forma organizada, é essencial que o clube defina elementos chave para sabermos quais as características que pretendemos identificar nos jogadores. Era um assunto que poderia aqui ser muito explorado e desenvolvido mas, apenas dou um exemplo muito conhecido. O sistema TIPV (TIPS em inglês) utilizado pelo Ajax, onde o T simboliza técnica, aquilo que o jogador pode fazer com a bola; I é para inteligência, entendida aqui como cultura táctica; P é para personalidade, um aspecto muito importante para os detectores de talentos e formadores do Ajax; V significa velocidade, pois para jogar no Ajax é muito importante não só a velocidade simples, mas também é imperioso ter rapidez com a bola nos pés.

Para concluir este assunto, eu pessoalmente penso que é de extrema importância neste processo ter definido no clube o modelo de jogador pretendido. Este é um aspecto que muitas vezes penso ser descurado e que leva muitas vezes a que jogadores acabem por não se adaptar a determinada realidade…

terça-feira, 9 de setembro de 2008

DIÁRIO DE OBSERVADOR: Formas de trabalhar...

Como já aqui referi anteriormente, costumo observar outros treinos para tentar retirar algumas coisas que me façam enriquecer como treinador.

Há uns dias observei um treino na chamada “velha guarda”, treino por circuito, baseado naquilo a que os treinadores chamaram de resistência física.

Existirem este treinos, com toda a informação que há nos dias de hoje é incrível. Mas agora correm com uma bola nos pés, já é treino integrado. Será que isto se justifica?

No outro dia voltei a ver o Karaté Kid, um filme já com uns anos. A dada altura o miúdo vê um poster de um homem a partir um grande tronco de uma árvore e pergunta ao mestre se conseguia fazer aquilo. A resposta foi, “não sei, nunca fui atacado por uma árvore”.

É verdade que estamos a falar de karaté, mas esta resposta serve para esta situação. O que nos vale que os nossos miúdos consigam dar 50 voltas ao campo a correr? Para mim pouco ou nada…

“Um pianista não corre à volta do piano nem faz flexões com os dedos, limita-se a tocar piano…”

DIÁRIO DE TREINADOR: O primeiro treino


Ontem iniciei a época desportiva da minha nova equipa. Foi o primeiro treino, de uma semana dedicada a conhecer os atletas. Em relação à época anterior esta equipa onde estou a começar “perdeu” alguns jogadores que foram para uma equipa teoricamente superior.

No fim do primeiro treino posso dizer que fiquei satisfeito, são miúdos com potencialidades e penso que se pode fazer um bom trabalho. Por enquanto a equipa não está definida, sei que virão alguns jogadores treinar nas próximas semanas, mas os miúdos que já “assinaram” tem muita qualidade agora é equilibrar o plantel…

Daqui a 2 semanas começam os jogos de pré-época altura em que quero ter 90% da equipa definida para começar a trabalhar de forma ainda mais intensa o modelo de jogo, já que estas semanas serão de adaptação, tanto dos jogadores ao modelo de jogo como do modelo de jogo aos jogadores que tenho.

Foi um treino que me deixou satisfeito, podemos fazer um grupo muito engraçado, e os miúdos parecem ter gostado do treino, também para eles a forma de trabalhar é um pouco diferente, mas acredito que no final todos estaremos mais evoluídos e isso é o meu grande objectivo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

DIÁRIO DE TREINADOR: De regresso ao trabalho...


Estou de regresso aos treinos, confesso que já sentia saudades. Tenho a sorte de fazer aquilo que gosto, assim o regresso é sempre encarado de forma positiva.

Foi um começo tranquilo, com os miúdos das escolas de formação. Estou também algo ansioso para começar esta vertente da nova época. O novo projecto onde estou inserido vai-me com certeza enriquecer enquanto treinador. Irei presenciar uma nova metodologia de treino, embora no fundo não seja uma novidade, conheço alguns trabalhos do autor desta mesma forma de trabalhar, e também estive presente numa acção de formação teórico-prática que o autor desta metodologia deu aqui há uns anos num seminário.

Vai ser interessante conjugar esta metodologia com a metodologia que costumo seguir, essa é para mim a parte mais rica do trabalho prático que irei desenvolver.
Ainda estou a tentar integrar mais projectos, quero continuar a aprender e a ter acesso ao mais variado número de realidades.

Assim, fica oficialmente marcado o inicio de mais uma época de trabalho bem como o normal funcionamento deste espaço.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

DIÁRIO DE OBSERVADOR: Mudança de mentalidades...


Nos últimos dias os jogos olimpicos têm sido o grande motivo de conversas entre os interessados em desporto. Agora toda a gente está desiludida e procura-se responsáveis para uma prestação aquém das expectativas.

Toda a gente se ri da frase de Marco Fortes a dizer que de manhã se sente bem é na cama. Quem o conhece minimamente sabe que ele éum rapaz muito divertido e que tudo o que diz é para animar quem está perto dele, foi isso que se passou ele apenas quis brincar com a situação e não arranjar desculpas, mas pronto há que atacar tudo e todos e ele não é excepção. Eu continuo com a minha opinião sobre ele e esta situação.

Para mim o mal do desporto em Portugal é o mesmo que muitos clubes de futebol (lógicamente tenho de relacionar com a temática deste blogue), pensam nos 100 metros em vez de pensarem na maratona, isto é, pensam nos resultados a curto prazo em vez de se preocuparem em criar uma estutura que sustente os resultados a médio longo prazo.

No fim de todos os jogos olimpicos eu oiço que é preciso apostar no desporto, principalmente no desporto escolar que, digasse de passagem, deixa muito a desejar. Será desta? O mesmo se passa com os clubes, vamos apostar agora nas equipas séniores e equecer as camadas jovens, porque este ano temos de ganhar, subir de divisão, etc.

Claro que nem toda a gente pensa desta forma o que muitas vezes causa incompatibilidades entre pessoas e alguns projectos interessantes são abandonados, pessoas empenhadas e competentes se perdem, muitas vezes com a frase que “não continuam arranjamos outros e ainda ficam melhor servidos”.

Enfim, é necessário mudar muitas mentalidades…

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

DIÁRIO DE TREINADOR: O factor sorte...


Neste periodo de férias, aproveito para estar com amigos de longa data, a fazer coisas banais como jogar as cartas, conversar, ir à praia, etc. No outro dia estava no café, junto a uma maquina de flippers onde estava a jogar um rapaz que todas as noites passa ali algum tempo. O jogo estava a correr bem e alguém diz, “este gajo tem mesmo sorte”

Será que existe este fenómeno de SORTE? Há um provérbio chinês que define a sorte como o ponto onde a preparação encontra a oportunidade. Concordo plenamente, as pessas que têm aquilo a que muita gente chama sorte são as que se preparam para reconhecer e aproveitar as aportunidades.

Todos se lembram daquela final da liga dos campeões entre o Manchester United e o Bayern Munique, para mim o Manchester não ganhou por sorte, mas por ter a capacidade de pressionar a equipa adversária e consequentemente aumentar as probabilidades de sucesso. As vezes esta estratégia não resulta em sucesso mas com toda a certeza as probabilidades de tal acontecer aumentam.

Outro aspecto desta SORTE é explicado numa frase do golfista Gary Player “Quanto mais pratico, mais sorte tenho”. Esta é na minha opinião o grande factor, aquele rapaz tem sorte a jogar flippers porque joga todos os dias, praticando…

Concluindo, temos de praticar muito para melhorar os diversos aspectos da nossa actividade, bem como tentar aumentar as probabilidades de obter sucesso, assim teremos SORTE.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

DIÁRIO DE TREINADOR: Novo projecto


Para a próxima época irei iniciar um novo projecto. Admito que estou ansioso para começar a trabalhar, tenho esperança de fazer um bom campeonato. Ainda não conheço todos os miúdos que compõem a minha nova equipa, embora esteja a procurar recolher o maior número de informações possíveis para em Setembro quando iniciar os treinos não começar do zero.

Um dos próximos passos vai ser falar com os encarregados de educação da minha antiga equipa, tinha-me comprometido com eles mas como já aqui referi anteriormente o clube alterou muito a sua postura e inviabilizou a minha continuidade, assim irei esclarecer o porque de não continuar e perceber até que ponto alguns dos miúdos me puderam acompanhar nesta nova aventura. Há miúdos que têm muita qualidade e com certeza poderão ser mais-valias para a minha futura equipa.

Irei continuar também ligado a escolas de futebol, é um trabalho diferente mas que gosto de fazer e acredito que me ajuda a melhorar enquanto treinador. Este parâmetro ainda não está completamente resolvido, quero conjugar bem o horário para conseguir treinar em mais do que um projecto, quero continuar a conhecer novas formas de trabalhar, de organização, etc.

Vou continuar com este espaço e com esta categoria, diário de treinador, onde irei falar da minha semana de trabalho. É uma forma de eu também pensar no meu trabalho e em como posso melhorar.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

FUTEBOL JOVEM E O MUNDO: FC Schalke 04

Esta semana vou retomar a crónica “futebol jovem e o mundo”. Irei até à Alemanha falar do FC Schalke 04 e do director da academia do clube, Bodo Menze.
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Actualmente o Schalke está a ter um melhor desempenho tanto a nível económico como de resultados desportivos. Esta situação é congruente com uma melhor organização do clube. Os departamentos do futebol profissional, amador e de formação trabalham em conjunto com um objectivo em comum: Jogar futebol ao nível mais elevado possível.
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Ao longo dos anos o futebol alemão tinha uma visão que hoje é considerada no mínimo desactualizada, onde era dada uma importância enorme à parte física, o Schalke não fugia à regra mas neste momento a sua forma de pensar é diferente e o desenvolvimento técnico é agora o principal.

Neste momento o Shalke tem na sua academia 28 treinadores e 8 supervisores que trabalham todos juntos numa estrutura organizada. O clube tem um plano ao qual eles chamam de “curriculum” que aplicam às diferentes idades, nesse plano é dada igual importância às vertentes táctica, técnica, física e mental, embora seja dada diferente acentuações conforme as idades que se está a trabalhar. Por exemplo, nos mais jovens o desenvolvimento técnico é a grande prioridade com muitas situações de 1x1. Conforme o desenvolvimento vão sendo introduzidos aspectos tácticos.

Bodo Menze é a favor do Método de Coerver, “Nós estudámos o método de Wiel Coerver e pretendemos integrar cada vez mais no nosso programa. Os resultados irão aparecer nos próximos anos”. O director refere ainda o que pensa do treino de jovens “ O treino de jovens não é fácil de planear, não podemos fazer uma lista objectivos a serem aplicados e no final do treino ir riscando. A maior qualidade que tem de ter um treinador de jovens é paciência. Às vezes nós não vemos logo desenvolvimentos mas se tivermos paciência no fim tudo irá resultar”. Repetição é a palavra mágica neste programa do clube alemão.


O clube tem um modo de jogar que quer aplicar a todas as equipas jovens, mas isto não quer dizer que todas as equipas jogam da mesma maneira, os jogadores precisam de conhecer diferentes sistemas de jogo, etc., mas há aspectos que têm sempre de estar presentes como fazer “campo pequeno” quando a equipa perde a posse de bola, transições rápidas, fazer “campo grande” em posse de bola com bons posicionamentos, criar ajudas constantes entre os jogadores com posicionamentos em triângulo e usar as alas o mais possível.

O Schalke 04 é um clube com uma importância extraordinária na sua região, dessa forma não pode apenas ter a preocupação de fazer jogadores para a primeira, mas também de estimular o futebol jovem da região. Menze, em relação a este tema, refere “Nós trabalhamos em conjunto com sete clubes da região através de um projecto que designado de “futebol em Gelsenkirchen”. Esses clubes podem trazer os treinadores para formações e podem utilizar material educacional. Jovens talentosos desses clubes terão a hipótese de treinar na nossa academia. Outro dos aspectos deste projecto é a marcação de vários jogos amigáveis das nossas equipas com esses clubes”.

Para além deste projecto que é considerado o mais importante para Bodo Menze existe ainda outros dois que o director faz questão de referir: o “Super 4” que é um torneio 4x4, realizado nas férias de verão, e que traz à academia 32 equipas durante dois dias. O outro projecto diz respeito a uma colaboração do clube com 28 escolas da região.
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Este clube funciona com base no lema “aprender a jogar, jogando”. Assim, existe um enorme investimento em criar as melhores condições para o desenvolvimento dos jovens e do futebol da região, “Nos investimos também no scouting a nível regional. Com os mais novos nos fazemos apenas uma observação e recrutamento dentro da cidade, com os mais velhos, essa área é expandida. Acima de tudo queremos jogadores com talento ao nível da mobilidade, velocidade, raciocínio e tomada de decisão. Depois através de conversas tentamos perceber o seu carácter e personalidade, este é um critério importante de forma a pode-los integrar na nossa academia. Nos damos mais atenção aos jovens entre os 8 e 12 anos de idade, pois estão dentro da zona de maior desenvolvimento.”

Devo confessar que fiquei surpreendido com a organização, ideias e projectos deste clube, já conhecia a realidade de alguns clubes alemães e o Schalke tem uma visão diferente dos restantes. Fiquei bastante interessado em saber mais sobre este clube. Fico contente que as mentalidades estejam a ser alteradas neste país.

Este texto é apenas um resumo para dar a conhecer esta realidade, havia mais coisas a dizer mas iria tornar-se chato. Mais uma vez retirei algumas ideias e conhecimentos que me enriquecem enquanto treinador, ou outra função relacionada com o futebol jovem e isso é importante. Procurem saber sempre mais....

terça-feira, 22 de julho de 2008

DIÁRIO DE TREINADOR: Nada se faz por acaso...


Uma das vantagens que esta fase de férias tem é, existir mais tempo para pensar em determinados aspectos da nossa vida desportiva. É natural nesta fase existir um balanço final da época desportiva, um planeamento da próxima, etc. Eu não sou diferente embora o planeamento da próxima época ainda esteja dependente de algumas coisas.

Como já referi num post anterior tenho aproveitado também para ler alguns livros e artigos que me despertam interesse, continuo a elaborar um documento (quanto mais escrevo, mais tenho para escrever) e tenho também aproveitado para trocar ideias com algumas pessoas. Foi numa destas conversas que surgiu o tema para este post.

Num jantar com alguns treinadores, a dada altura da conversa chegámos ao tema do modelo de jogo, onde eu disse que tinha estado a pensar e que tinha alterado algumas coisas na tentativa de o melhorar, de o fazer evoluir. Uma das pessoas que estava presente questionou-me se eu estava sempre a alterar o meu modelo de jogo, que ele não o fazia que ele já tinha pensado no seu e que como para ele aquele era bom não o mudava.

Eu como treinador procuro ser sempre melhor, saber sempre mais e procuro sempre ter o modelo de jogo o mais evoluído possível, resumidamente foi isto que lhe respondi. Continuando fiquei a saber que o modelo de jogo dele tinha sido feito por outra pessoa, que ele tinha gostado e que assim também o utiliza. Agora eu pergunto, será isto o mais correcto?

Aposto que todos responderam que não, é aproveitar o trabalho de outra pessoa. Pois eu penso que mesmo que o modelo de jogo dele seja o melhor do mundo ele não será capaz de o por em prática da melhor maneira. Não basta apresentar o modelo de jogo aos jogadores num power point, temos de o por em prática, eu duvido que se uma pessoa copia um modelo de jogo saiba construir exercícios para o potenciar. Os treinadores são diferentes pela interpretação que fazem das coisas a que têm acesso. Por exemplo, há pessoas que compram aqueles livros de 1001 exercícios e pensam que está o trabalho feito. Se assim fosse errámos todos grandes treinadores.

Nada se faz por acaso, também uma boa equipa não se faz facilmente, temos de nos dedicar, de pensar sobre o que estamos a fazer...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

DÍÁRIO DE TREINADOR: Novas ideias...


Hoje foi contar-vos como têm sido os meus dias, nesta fase que nem estou bem de férias nem estou a trabalhar como era habitual.

Como é perceptível pela categoria futebol jovem e o mundo, gosto de conhecer novas realidades, outras formas de trabalhar outras ideias. Assim, procuro ler o maior número de livros, revistas da especialidade, artigos na internet, blogues, etc. É isso que tenho feito. Tinha alguns livros em “atraso” que tenho estado a ler. Um aspecto que quero aqui referir é a variedade que procuro, isto é, para além de livros de futebol que é a grande maioria, tenho encontrado livros de psicologia, actividade física e saúde, pedagogia que vou achando interessantes e com os quais procuro aprofundar mais os meus conhecimentos.

Mais uma vez volto aqui a referir que considero que não há verdades absolutas, isto é, eu quando leio um livro tento retirar o máximo de informação possível mas tenho a preocupação de reflectir sobre cada coisa que é “dita” por aqueles autores.

Neste momento já tenho ideias que quero experimentar na próxima época, aspectos onde penso me podem ajudar a ser um melhor formador, porque é com esse objectivo que entro para cada época, formar!

Continuo a pensar em novos exercícios para trabalhar determinadas situações do meu modelo de jogo, o meu documento continua a crescer dia após dia. Procuro conversar com diversas pessoas deste meio, para falarmos sobre o que se acontecendo, quero aqui também referir que não gosto de "discutir" pessoas mas sim ideias...

Este fim-de-semana fui para a praia e enquanto de um lado se jogava as cartas do outro se ouvia música, eu estava de volta de um livro sobre futebol.

Já é altura de me desligar...

domingo, 13 de julho de 2008

DIÁRIO DE OBSERVADOR: Uma história interessante...


Vou contar uma história que não se passou comigo, foi um colega que me contou mas que acho interessante contá-la neste espaço.

Num bairro de uma cidade periférica, tal como em outros locais, predomina os prédios e as pequenas pracetas. Numa dessas pracetas “brincavam” dois irmãos que ainda conseguem preservar o que todos nós sentimos falta, ser o “puto de rua”. Não estavam a ter a melhor brincadeira, atiravam pedras um ao outro, com o enorme risco de acertar num dos carros ali estacionados.

A dada altura uma senhora passou por eles e prontamente os reprimiu dizendo que não deviam estar ali a fazer aquilo, mas como crianças que são não ligaram e continuaram o que para eles era divertido. O meu colega estava à janela do prédio e presenciou esta cena, como também ele achava que não era a brincadeira mais correcta e porque o seu carro também estava por ali, perguntou porque se eles não preferiam brincar a outra coisa, eles responderam que não tinham mais nada para brincar. O meu colega desceu e foi ter com estes jovens, pediu-lhes que o acompanhassem até ao carro. Quando chegou ao local abriu a mala do carro e retirou de lá uma bola vazia que andava por lá.

Foi automático, os miúdos pegaram logo na bola e começaram a jogar um contra o outro, cada um com o objectivo de fintar mais que o outro, um era o Ronaldo outro o Quaresma, esqueceram logo as pedras e as outras brincadeiras. Agora, cada vez que o meu colega passa, correm atrás de carro para ver se há mais uma bola...

Tal como vinha num jornal este fim-de-semana, “Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança.”

quinta-feira, 10 de julho de 2008

DIÁRIO DE TREINADOR: Falta de organização/ambição


Afinal parece que ainda não é esta semana que este espaço volta ao seu normal funcionamento. Surgiram outros assuntos na minha vida desportiva que me levaram a despender algum tempo extra a essa vertente.

Este ano quando terminei a época tudo ficou “conversado” para continuar com as minhas actuais funções e ainda que teríamos a liberdade da direcção para avançar com um projecto para a formação, algo que considerava e continuo a considerar ser um passo importante para aquele clube, aliás todos os clubes devem caminhar no sentido de aperfeiçoar as estruturas que já possuem. Assim sendo, um grupo pequeno de pessoas meteu-se ao trabalho na elaboração desse projecto, aliás já aqui referi que tenho um documento orientador para um departamento de formação mas este projecto iria também abranger um departamento de marketing, alguns aspectos de administração etc. daí a razão de ser um grupo de pessoas cada um com as suas competências.

Depois desse trabalho iniciado, as captações feitas para a próxima época, as equipas técnicas começarem a planear o trabalho da próxima época já com base no futuro projecto, foi-nos dito pela direcção que as condições iriam mudar. Não importa aqui referir que tipo de alterações foram feitas, o importante é que pôs tudo isto em causa, o projecto já não vai para a frente, a maioria dos treinadores ira abandonar o clube e pior ainda tudo o que já foi conquistado até aqui com muito trabalho irá ser praticamente abandonado.

Ficou assim definido finalmente o que este clube pretende, apostar tudo no futebol sénior, abandonar um trabalho fantástico que estava a ser feito no clube ao nível das escolas de futebol e do futebol de formação.

No meu caso pessoal provavelmente serei um dos que irá abandonar o clube, não que essas condições alterem muito o meu trabalho, mas porque não gosto desta falta de estrutura do clube, esta falta de ambição.

Assim, neste momento, existe um projecto muito bom, pessoas muito competentes que o iriam colocar em prática e infelizmente foi tudo abandonado. Assim estou sujeito a ficar afastado da próxima época desportiva, depende das possibilidades que me surjam do que ainda me vai ser dito pela direcção do clube, mas ainda assim fico de consciência tranquila por ter sido fiel aos meus princípios. Onde quer que esteja a trabalhar, seja em que função for não gosto de um espírito comodista, quero sempre mais e melhor e isso faz-se com trabalho, com ideias...

Concluindo é com uma enorme pena que vejo clubes com um potencial fantástico ficarem parados, a ter nos seus quadros pessoas competentes com vontade e ideias concretas para melhorar o que já existe e o clube a não querer ouvi-las e a deixá-las irem para outros clubes, para outros projectos. O futuro provavelmente irá dar razão ao grupo de pessoas que pensa como eu e que neste momento ficaram desiludidas com o futebol...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

DIÁRIO DE TREINADOR: Opções do treinador


Voltando esta semana ao funcionamento “normal”, hoje é dia de mais um post do diário de treinador.

Numa altura em que muitos dos treinadores estão a pensar na próxima época e a aproveitar as férias, no meu caso os treinos continuam, optámos por continuar este mês com os treinos na escola de futebol. Assim, tenho aproveitado para potencializar alguns processos na turma que será a base das nossas equipas de escolas B e C.

Mas não é esse assunto que vou aqui abordar, irei voltar a falar dos treinos da captação. No último treino de captação optei por realizar um jogo entre os atletas que já pertenciam à minha equipa e os miúdos que estavam ser observados.

Algumas das pessoas que estão a ler este texto podem perguntar. Qual o meu objectivo com este jogo no último treino?

Não sei se foi correcto o que fiz em termos pedagógicos, realmente tive muitas dúvidas, mas acabei por ir com esta ideia para a frente. Por diversas ocasiões, no final deste período de captações ouvimos pais e miúdos a dizer, “não fui escolhido mas jogava melhor que muitos que foram”, “o meu filho tinha claramente lugar naquela equipa”. Ora este treino foi um pouco para tirar essas “ilusões” aos pais e aos jovens. O resultado final desse jogo foi desequilibrado, tal como eu esperava.

No final do treino pedi a todos os atletas que estavam a ser observados para ficarem mais um pouco no treino para eu conversar com eles, enquanto aos restantes disse que podiam ir embora. Essa conversa foi baseada nesse jogo. Perguntei o que eles tinham achado do jogo e prontamente me responderam que eles jogavam muito bem (também os pais referiram o mesmo no final do treino). Aproveitando essa resposta tentei que eles percebessem porque seria difícil para eles entrar naquele grupo, que apenas 1 ou 2 iriam ter essa possibilidade. Eles entenderam e perguntaram-me se já tinha decidido, respondi-lhes que não, mas que cada um deles observasse os colegas à sua volta, o que cada um tinha de bom e o que tinham de melhorar. Deixei-os conversar um pouco entre eles e no fim disse, “joguem muito à bola durante as férias, divirtam-se, aproveitem e em Setembro venham cheios de força...”

Mais uma vez refiro que não sei se foi a melhor opção, foi a minha com um determinado objectivo. Acho que correu bem, pelo menos cumpri esse mesmo objectivo, se calhar noutro clube não tinha o mesmo resultado, tenho aqui de referir que a maioria dos atletas presentes nestes treinos são da nossa escola de formação, que já me conhecem há 1 ou 2 anos e eu a eles.
Foi um mês produtivo, onde já foi feita uma pré-selecção, agora é planear a próxima época, embora esta semana tenha recebido algumas informações por parte do clube que podem alterar muito deste trabalho... Esta semana haverá mais novidades....

terça-feira, 1 de julho de 2008

DIÁRIO DE TREINADOR: Mês dedicado às captações


Pois é estou de volta e qual a melhor categoria para recomeçar que o diário de treinador?!

O campeonato acabou depois de 29 jogos oficiais. Foram jogos que me deram um enorme prazer, com um grupo de 15 miúdos fantásticos, cada um com as suas personalidades mas que no conjunto funcionaram muito bem.

Terminada a época, achei por bem convocar uma reunião com os encarregados de educação de forma a realizar o balanço da época e de modo a começar já a preparar a época. Também os pais formaram um grupo interessante e muito positivo, desejo sinceramente que continue desta forma, pois também eles são importantes para que toda a equipa tenha uma evolução constante como até agora se verificou.

Em relação ao trabalho de campo propriamente dito, para a próxima época irei ficar sem dois dos 15 jogadores actuais. Um guarda-redes que me disse que ía deixar de jogar futebol, guarda-redes esse que iria abandonar a equipa de qualquer maneira visto ser de 1997 e que assim será infantil na próxima época. Outra das baixas para a próxima época admito que me custou muito, trata-se do atleta de nacionalidade espanhola que tanto referi aqui devido aos problemas burocráticos que tive para o inscrever. Foi um miúdo que teve uma evolução um extraordinária, era o jogador que utilizava para melhorar as contenções dos restantes colegas porque tem uma capacidade técnica fora do normal. Desejo-lhe a melhor sorte do mundo e que continue a jogar futebol no país de nuestros hermanos. Quem sabe se o sonho não se concretiza e daqui a uns anos está a jogar no Barnabéu com a camisola do Real Madrid. Obrigado Diego!

Este mês de Junho foi dedicado a captações, a maioria dos atletas presentes são oriundos da nossa formação, que continua a dar provas de estar no bom caminho. Apareceram também miúdos de outros clubes. No global posso dizer que há atletas de qualidade que em Setembro continuaram a prestar provas e que num futuro, caso sejam seleccionados, serão integrados na equipa da melhor maneira possivel.

Por hoje fico por aqui, há mais a dizer, hoje apenas falei destes assuntos por alto mas irei especificar este assunto dos treinos de captação, bem como dos processos que utilizo na preparação da próxima época.